3.11.10

O papel das mulheres nas religiões

Não votei na Dilma, fiquei no singelo voto nulo, uma vez que minha candidata Marina infelizmente não foi para o segundo turno.
Porém devo admitir, me emocionei no discurso de vitória da Dilma, quando falou que eram para os pais olharem suas filhas e dizerem que elas podem SIM. Sinceramente espero que eu me arrependa da minha decisão.
Em um país de discriminações veladas, apesar de já termos uma presidenta, as mulheres estão muito longes de conquistas reais, equiparação ao tratamento dispensado ao homem e quando eu falo disso, não vou citar aqui os clichês como violência doméstica, diferenças salariais entre outros. Nem vou entrar no mérito das próprias mulheres criarem seus filhos para serem os futuros machistas desrespeitosos que estamos acostumadas a presenciar. Mas um ponto pouco abrangido em nossa sociedade que é o da religião (em quase totalidade) e as mulheres. Já parou para pensar sobre o papel da mulher nas religiões?
Se Deus é nosso grandioso pai amoroso, porque tratar a mulher como indivíduo de segunda classe, sempre com papeis coadjuvantes na vida? Você tem um filho e uma filha, não daria se pudesse o mesmo tratamento para ambos ou iria deixar sua filha no quartinho dos fundos escondida de todos?
Não concebo simplesmente a idéia de religião machista em que vivemos. Se Deus julga-me inferior para adorá-lo, se para entrar em uma igreja preciso de um véu de submissão, que mais lembra-me humilhação, esse Deus não serve para mim, pois meu pai com toda imperfeição humana jamais me trataria assim. As religiões definitivamente não perderam seu ranço medieval em pleno século XXI. As mulheres não podem subir nas tribunas protestantes para discursar de igual como um pastor, a religião católica proibiu padres de terem mulheres por uma simples questão econômica, nenhuma liderança feminina, apenas sobrou o papel servil das freiras. Por hoje fico apenas com a crítica daquilo que já vivi e presenciei, não vou entrar no mérito das religiões islâmicas, budistas e assim por adiante. Mas vale a reflexão sobre esse modelo preconceituoso em que vivemos e que ninguém fala, quem sabe a Dilma consiga dar algum passo nesse sentido, para começar colocando em debate questões tão importantes como a descriminação do aborto e a união entre gay's. O Brasil como estado laico tinha o dever de debater esses assuntos e não apenas calar-se diante do poder machista e preconceituoso das religiões.

By Tuane Ribeiro

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